Capuleto é o chefe da casa dos Capuleto, pai de Julieta e tio de Teobaldo. A peça o mostra protegendo a vontade da filha numa cena e ameaçando-a de rua e de fome em outra.
No Ato I, cena 1, chega à briga pedindo a espada comprida, e a mulher lhe diz que ele precisa de uma muleta; o Príncipe o ameaça de morte, como a Montéquio, se a paz for quebrada de novo. Na cena 2, diz a Páris que Julieta é nova demais e que ele deve conquistá-la: "a minha vontade é só uma parte do consentimento dela". No baile (cena 5), contém Teobaldo, que quer matar Romeu, e diz que Verona se orgulha do rapaz, sem imaginar o que se passa entre ele e a filha.
No Ato III, cena 4, sem ter falado com Julieta, marca o casamento com Páris para quinta-feira. Na cena 5, quando a mulher lhe diz que ela recusa, explode: manda que a filha vá à igreja na quinta ou nunca mais lhe olhe o rosto e diz que, se ela não for dele, que mendigue, passe fome e morra na rua. Manda a Ama se calar. No Ato IV, cena 2, quando Julieta, de joelhos, finge obedecer, quer apressar o casamento e diz: "meu coração está maravilhosamente leve, agora que esta menina teimosa se emendou."
Na manhã das bodas, acha a filha fria e diz: "a morte é meu genro, a morte é meu herdeiro." (Ato IV, cena 5). Na tumba, vê a filha morta com a adaga e diz que a adaga se enganou, estende a mão a Montéquio, que promete uma estátua de ouro de Julieta, e responde que a de Romeu será igualmente rica (Ato V, cena 3).