Por causa de uma promessa da mãe. Quando o primeiro filho de Dona Glória nasceu morto, ela pediu a Deus que o segundo vingasse e prometeu que, se fosse menino, seria padre. Não contou nada ao marido. Quando enviuvou, sentiu o terror de se separar do filho, mas era muito devota: buscou testemunhas da obrigação e fez o menino aprender em casa as primeiras letras, o latim e a doutrina, com o padre Cabral, para adiar a separação o mais possível.
O que decide o envio é a denúncia de José Dias, em novembro de 1857: ao saber que o filho de quinze anos anda "metido nos cantos" com a vizinha Capitu, Dona Glória decide cumprir a promessa. Bentinho não tem vocação e tenta convencer a mãe numa conversa a sós, mas ela responde que a vocação vem com o costume e que não pedirá que a desobriguem do voto.
Antes de partir, Bentinho e Capitu juram casar um com o outro, "haja o que houver". O padre Cabral, velho mestre de latim da casa, propõe um meio-termo: dois anos de seminário para provar a vocação e, se ela não vier, outra carreira. Bentinho entra no seminário de S. José e fica lá até os dezessete anos, quando a promessa é resolvida por um substituto.