Capitu é a vizinha de infância de Bentinho, filha de Pádua, funcionário de uma repartição do Ministério da Guerra, e de dona Fortunata. Tem catorze anos quando o livro começa, um a menos que Bentinho, e é por causa dela que José Dias faz a denúncia que dá início à história.
Nas primeiras partes do livro, ela é a mais decidida dos dois. Escreve a prego no muro do quintal os nomes juntos e tenta apagá-los ao ser vista. Monta o plano de usar José Dias para livrar Bentinho do seminário. Corrige o juramento do poço para que ele obrigue a casar, e não só a esperar. E explica a Bentinho que se mostra alegre diante de Dona Glória e de prima Justina para não confirmar a denúncia de José Dias.
Casa-se com Bentinho em março de 1865 e tem Ezequiel. Em torno dela gira a pergunta do livro: se traiu o marido com Escobar. Mas Capitu nunca fala por si numa linha que não passe por Bentinho. Tudo o que se sabe dela é contado por ele, décadas depois, já como acusador. Quando é acusada, ela pede que ele diga tudo para que possa se defender; o casal se separa, e ela morre na Suíça.