Ezequiel de Sousa Escobar é o melhor amigo de Bentinho. Os dois se conhecem no seminário, onde o narrador o descreve como "um rapaz esbelto, olhos claros, um pouco fugitivos, como as mãos, como os pés, como a fala, como tudo". É três anos mais velho, filho de um advogado de Curitiba, e confessa a Bentinho que também não pretende ser padre: o que ele quer é o comércio.
É Escobar quem sugere a saída para a promessa de Dona Glória: dar à Igreja um órfão ordenado no lugar do filho. Depois ele deixa o seminário, torna-se negociante de café e casa-se com Sancha, amiga de Capitu. Os dois casais passam a viver quase como uma casa só, e Bentinho dá ao filho o nome do amigo, Ezequiel.
Escobar morre afogado em março de 1871, no mar bravio do Flamengo, onde costumava nadar. É a partir da morte dele que nasce a suspeita de Bentinho: no velório, o olhar de Capitu sobre o corpo, e depois a semelhança de Ezequiel com o morto, o convencem de que a mulher e o amigo o enganaram. O romance não mostra nenhuma cena dos dois a sós.