Quem narra é Bento Santiago, o mesmo Bentinho do passado, já velho. Mora sozinho com um criado numa casa do Engenho Novo, bairro afastado do Rio, que mandou construir como cópia da casa de Matacavalos onde se criou. Os vizinhos o chamam de Dom Casmurro, e é com esse apelido que ele batiza o livro.
Ele conta que quis "atar as duas pontas da vida", restaurando na velhice a adolescência, e que não conseguiu. É do fracasso da casa que nasce o livro, escrito para variar a monotonia dos dias.
Como Bentinho é narrador e personagem, o leitor só sabe o que ele ouviu, viu e lembra, filtrado por décadas. Ele mesmo avisa que corta cenas e que prefere os livros omissos aos confusos, nos quais "tudo se pode meter". Por isso cada fato do enredo, em especial a acusação contra Capitu, chega ao leitor como a versão de uma só parte.