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Perguntas · Eneida

Como termina a Eneida?

A Eneida termina com Enéias matando Turno num duelo, depois de Turno ter pedido a vida: o último verso diz que a vida do rútulo "foge indignada para as sombras", e o poema acaba aí, sem casamento, sem fundação de cidade e sem luto.

O duelo fora combinado para decidir a guerra e a mão de Lavínia. Enéias jura que, se vencer, não fará os italianos obedecerem, não quer reino, e os dois povos terão leis iguais. O rei Latino jura pelo cetro. Em menos de cem versos o pacto se rompe: Juturna, irmã de Turno, a mando de Juno, disfarça-se, desperta a vergonha dos rútulos, e um augúrio que ela mesma preparou leva o áugure Tolúmnio a lançar a primeira lança. Enéias, de elmo tirado e mão aberta, é ferido por uma flecha de origem desconhecida e curado por Vênus.

No céu, Júpiter proíbe Juno de continuar, e ela cede, pedindo que os latinos não percam nome, fala nem roupa. Júpiter concede, sorrindo: os ausônios manterão a língua dos pais e os troianos se misturarão a eles. Na terra, Turno, ferido na coxa, reconhece que perdeu, pede a vida ou, se não, que devolvam o corpo ao pai, Dauno, e diz a Enéias que Lavínia é dele.

Enéias ia ceder. Então vê no ombro de Turno o talim de Palante, o jovem aliado que Turno matou, e responde que é Palante quem o imola. Ele cumpre assim o que o velho Evandro lhe cobrara no Livro 11. Os leitores se dividem: uns veem justiça, outros o preço do império, o vencedor matando um rendido movido pela raiva e não pela lei. O texto sustenta as duas leituras.

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