O tema central de Macbeth é a ambição e o que ela custa. Macbeth ganha a coroa pelo crime e, a cada passo, perde o sono, os aliados e o sentido do que conquistou. Em torno disso giram a culpa, o medo, a violência e a pergunta sobre o quanto a profecia das bruxas decide o que ele faz.
A ambição aparece cedo. Na cena 7 do Ato I, Macbeth lista as razões contra o crime: é parente e súdito de Duncan e seu anfitrião. Diz que sua única montaria é "esta Ambição exagerada", e só decide matar depois de Lady Macbeth acusá-lo de covardia. Na charneca, as bruxas dizem que ele será rei, mas não mandam matar ninguém: o assassinato é decidido por ele e por Lady Macbeth.
O preço vem logo. Depois de matar Duncan, Macbeth ouve uma voz: "Macbeth não mais dormirá." Já rei, diz que "Coisas pérfidas, depois de paridas, só fazem crescer, cada vez mais fortes, alimentadas pelo mal", e manda matar Banquo e, depois, a família de Macduff. Lady Macbeth também paga: no Ato V, caminha dormindo, esfregando as mãos.
No fim, Macbeth tem o trono e nada do que esperava dele. Diz que o respeito, o amor, a obediência e os amigos "a mim é vetado desejar" (Ato V, cena 3) e, ao saber da morte da rainha, descreve a vida como "uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria e vazia de significado".