O inquilino é o moço que aluga o mezanino da casa da avó de Nástienka e por quem ela espera há um ano. Não tem nome, quase não fala e só aparece em pessoa por alguns segundos, no fim da Quarta Noite. Tudo o que se sabe dele chega pela voz de Nástienka, na história que ela conta na Segunda Noite.
Ele chegou depois da morte do velho inquilino, um moço de fora, de passagem pela cidade, que a avó aceitou porque não pechinchou. Viu Nástienka, presa ao vestido da avó, arrastar a poltrona e chorar de vergonha, e saiu com delicadeza. Depois lhe emprestou livros, Walter Scott e Púchkin, e levou avó e neta ao Barbeiro de Sevilha. Quando ela subiu ao quarto dele com uma trouxa, na véspera da partida para Moscou, disse que era pobre e prometeu casar com ela quando pudesse, sem prendê-la: "prendê-la com alguma palavra eu não posso nem ouso".
Na Terceira Noite, ausente, ele é o assunto: Nástienka o descreve como sério e meio orgulhoso, diz que o teme e que o ama mais que ao Sonhador, embora o julgue pior. Na Quarta, depois de dias na cidade sem aparecer e sem responder à carta, passa pelo cais, para e chama Nástienka pelo nome, e ela vai embora com ele. A carta da Manhã diz que ele voltou apaixonado e nunca a esqueceu.
Ele se lê de dois modos. Por um lado, é delicado do começo ao fim: não a leva ao teatro às escondidas, recusa prendê-la à sua pobreza e volta como prometeu. Por outro, é prudente a ponto de ser frio: fica três dias na cidade sem dar notícia, e Nástienka chega a dizer que ele zombou dela. O livro não explica o silêncio, e o leitor fica com a versão dela, que é a única.