Pôr lado a lado ideias ou palavras opostas, para que uma ilumine a outra pelo contraste.
Em A Morte de Ivan Ilitch
o próprio fato da morte de um conhecido próximo despertou em todos os que souberam dela, como sempre, o sentimento de alegria por ter morrido ele, e não eu.
“Ele, e não eu” opõe o morto ao vivo em quatro palavras. O contraste mostra que o alívio vem de ser o sobrevivente, e que cada colega pensa primeiro em si.
Capítulos I a III: O velório e a vida, o narrador
A história passada da vida de Ivan Ilitch foi a mais simples, a mais comum e a mais terrível.
Capítulos I a III: O velório e a vida, o narrador
Não havia a questão da vida de Ivan Ilitch, havia uma disputa entre o rim flutuante e o apêndice.
Capítulos IV a VII: A doença e a mentira, o narrador
Antes havia luz, e agora há treva. Antes eu estava aqui, e agora vou para lá! Para onde?
Capítulos IV a VII: A doença e a mentira, Ivan Ilitch
O principal tormento de Ivan Ilitch era a mentira, aquela mentira, por algum motivo aceita por todos, de que ele estava apenas doente, e não morrendo.
Capítulos IV a VII: A doença e a mentira, o narrador
Era como se eu descesse a montanha num passo regular, imaginando que subia. Foi assim mesmo. Na opinião pública eu subia a montanha, e na mesma medida a vida fugia debaixo de mim... E pronto, agora morre!
Capítulos VIII a XII: A morte, Ivan Ilitch
Assinatura
A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.