Afirmação que parece contradizer a si mesma ou o bom senso, mas que, pensada, revela uma verdade.
Em A Morte de Ivan Ilitch
Aquele exemplo de silogismo que estudara na lógica de Kiesewetter, Caio é homem, os homens são mortais, logo Caio é mortal, parecera-lhe a vida inteira correto somente em relação a Caio, mas de modo nenhum em relação a ele.
A conclusão é “correta em relação a Caio” e “de modo nenhum em relação a ele”. O raciocínio vale para todos e, no entanto, não vale para ele, e essa contradição é o que a frase diz da própria morte.
Capítulos IV a VII: A doença e a mentira, o narrador
O que o impede de passar é o reconhecimento de que a sua vida foi boa.
Capítulos VIII a XII: A morte, o narrador
Ele procurou o seu medo habitual da morte, o de antes, e não o encontrou. Onde ela está? Que morte? Não havia medo nenhum, porque também não havia morte. Em lugar da morte havia luz.
Capítulos VIII a XII: A morte, o narrador
Assinatura
A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.