Pergunta feita sem esperar resposta, porque a resposta já está implícita, ou porque o que importa é a dúvida que ela expõe.
Em A Morte de Ivan Ilitch
Antes havia luz, e agora há treva. Antes eu estava aqui, e agora vou para lá! Para onde?
“Para onde?” fica sem resposta e fecha a passagem. A pergunta não busca informação: mostra que Ivan Ilitch pensa a morte como direção e não sabe dizer para onde ela leva.
Capítulos IV a VII: A doença e a mentira, Ivan Ilitch
E é verdade que aqui, nesta cortina, eu perdi a vida como num assalto. Será possível? Que horror, e que estupidez!
Capítulos IV a VII: A doença e a mentira, Ivan Ilitch
Todos vamos morrer. Por que não me esforçar?
Capítulos IV a VII: A doença e a mentira, Gerássim
Talvez eu tenha vivido não como se devia? vinha-lhe de repente à cabeça. Mas como não, se eu fiz tudo como se deve? dizia a si mesmo.
Capítulos VIII a XII: A morte, Ivan Ilitch
Ele procurou o seu medo habitual da morte, o de antes, e não o encontrou. Onde ela está? Que morte? Não havia medo nenhum, porque também não havia morte. Em lugar da morte havia luz.
Capítulos VIII a XII: A morte, o narrador
Assinatura
A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.