Voltar à mesma palavra, à mesma frase ou à mesma construção, no começo de versos ou de frases seguidas (anáfora) ou ao longo do texto, para dar ritmo, ênfase ou insistência.
Em A Morte de Ivan Ilitch
Não é o apêndice, não é o rim, o caso é a vida e... a morte. Sim, a vida existia, e eis que vai embora, vai embora, e eu não posso detê-la.
“Vai embora, vai embora” e “não é o apêndice, não é o rim” repetem as palavras como quem tropeça. A insistência imita o pensamento que gira em torno do que ainda não consegue dizer.
Capítulos IV a VII: A doença e a mentira, Ivan Ilitch
O principal tormento de Ivan Ilitch era a mentira, aquela mentira, por algum motivo aceita por todos, de que ele estava apenas doente, e não morrendo.
Capítulos IV a VII: A doença e a mentira, o narrador
queria que alguém tivesse pena dele como de uma criança doente. Queria que o acariciassem, beijassem, chorassem por ele, como se acaricia e consola as crianças.
Capítulos IV a VII: A doença e a mentira, o narrador
Chorava por sua impotência, por sua terrível solidão, pela crueldade das pessoas, pela crueldade de Deus, pela ausência de Deus.
Capítulos VIII a XII: A morte, o narrador
e se de fato toda a minha vida, a minha vida consciente, não foi «aquilo»?
Capítulos VIII a XII: A morte, Ivan Ilitch
Assinatura
A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.