Potência que carrega a morte, e que aparece muitas vezes no plural, como as sortes de morte de cada homem. Zeus põe duas Queres nos pratos da balança de ouro no Canto VIII, a dos troianos e a dos aqueus, e no Canto XXII a de Aquiles e a de Heitor. No escudo de Aquiles, a Quere funesta arrasta um morto pelos pés, com um manto vermelho do sangue dos homens.
Onde aparece
Citações
e então o Pai estendeu a balança de ouro; nela pôs duas Queres, as sortes da morte que abate, a dos troianos domadores de cavalos e a dos aqueus de túnica de bronze; tomou-a pelo meio e a ergueu: pendeu o dia fatal dos aqueus.
Canto VIII: A batalha interrompida, o narrador
meu caro, se, fugindo desta guerra, devêssemos ser para sempre sem velhice e imortais, eu mesmo não lutaria entre os primeiros nem te mandaria ao combate que dá glória aos homens; mas agora, de qualquer modo, as Queres da morte estão sobre nós, incontáveis, e nenhum mortal pode fugir delas ou escapar. Vamos, ou daremos glória a alguém, ou alguém a nós.
Canto XII: O assalto à muralha, Sarpédon
pôs nela as duas Queres da morte que traz dor prolongada, a de Aquiles e a de Heitor, domador de cavalos; levantou-a segurando o meio: o dia fatal de Heitor pendeu, foi para o Hades, e Febo Apolo o deixou.