Em russo, каприз (kapríz), "capricho" (tradução nossa), é o desejo que não presta contas, o querer porque se quer. O narrador o junta ao querer livre e à fantasia irritada até a loucura, e diz que não defende nem o sofrimento nem o bem-estar, e sim o seu capricho, garantido para quando precisar. Na Segunda Parte a mesma ideia aparece na vontade de senhor com que ele recusa o salário de Apolón.
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Citações
O seu próprio querer, voluntarioso e livre, o seu próprio capricho, ainda que o mais selvagem, a sua fantasia, irritada às vezes até a loucura: tudo isso é justamente aquela vantagem omitida, a mais vantajosa das vantagens, que não cabe em nenhuma classificação e por causa da qual todos os sistemas e teorias se despedaçam e vão para o diabo.