Pergunta feita sem esperar resposta, porque a resposta já está implícita, ou porque o que importa é a dúvida que ela expõe.
Em O Idiota
todos também me tomam por idiota, não sei por quê; de fato, já fui tão doente que naquela época parecia um idiota; mas que idiota sou eu agora, se eu mesmo entendo que me tomam por idiota? Entro e penso: eis que me tomam por idiota, e no entanto sou inteligente, e eles nem desconfiam...
A pergunta “que idiota sou eu agora, se eu mesmo entendo que me tomam por idiota?” não espera resposta. Ela faz o raciocínio do príncipe parecer lógico e desfaz o insulto com a própria lógica.
Primeira Parte: A chegada, Míchkin
me avaliou em cem mil! [...] Será que você queria mesmo me levar para a sua família? A mim, a mulher de Rogójin!
Primeira Parte: A chegada, Nastácia
a natureza é zombeteira! Por que ela, retomou de repente com ardor, por que ela cria os melhores seres para depois zombar deles?
Segunda Parte: O quadro, Hippolit
Assinatura
A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.