Numa manhã úmida de fins de novembro, o príncipe Míchkin chega de trem a Petersburgo depois de mais de quatro anos num sanatório na Suíça e, até o começo de julho do ano seguinte, atravessa a vida de duas mulheres que todos disputam, Nastácia Filíppovna e Aglaia Iepántchina, e de um homem que quer a primeira só para si, Rogójin. A história é movida por uma pergunta (o que faz uma bondade sem cálculo num mundo em que tudo tem preço) e por um triângulo: o príncipe pede as duas mulheres em casamento, não consegue escolher, e a escolha é feita por Nastácia, que foge com Rogójin no dia do casamento e é morta por ele. O arco vai do trem e da festa de aniversário de Nastácia, passa pelo Cristo morto de Holbein, pela Explicação de Hippolit e pelo discurso do vaso quebrado, e termina na noite ao lado do corpo e no retorno do príncipe ao sanatório.
Primeira Parte: a chegada
Num trem de Varsóvia que chega a Petersburgo, o príncipe Míchkin, de capa suíça sem mangas e com uma trouxinha, volta à Rússia sem dinheiro e doente, à procura da esposa do general Iepántchin, uma parente, porque não conhece mais ninguém; no vagão, o comerciante Rogójin, que acaba de herdar do pai, lhe conta a paixão por Nastácia Filíppovna e a fuga que ela provocou, e o chama de louco de Deus ao saber que ele nunca conheceu mulher (capítulo I). Na antessala do general, o criado, sem saber se o visitante é pedinte ou bobo, ouve dele que a pior dor do condenado à guilhotina é a certeza da hora, e se comove; o príncipe conta isso a um criado porque a imagem o ocupa há um mês, e, quando entra o secretário Gánia, nota que ele, sozinho, deve olhar de um jeito bem diferente (capítulo II). O general o recebe com desconfiança e muda de tom ao ver que o príncipe só quer conhecê-los, promete-lhe um posto de copista depois de uma prova de caligrafia e fala, diante de Gánia, do casamento que Nastácia dará a conhecer à noite; diante do retrato dela, o príncipe diz que o rosto é de uma mulher que sofreu e que, se ela for boa, tudo estará salvo, e a Gánia diz que Rogójin se casaria com ela e a degolaria uma semana depois (capítulo III). O narrador conta quem é Nastácia: órfã recolhida por Totski, que a educou para ser sua amante e passou a temê-la quando ela apareceu em Petersburgo para impedir o casamento dele; agora Totski, que quer casar-se com outra, oferece setenta e cinco mil rublos para vê-la casada com Gánia, com o apoio do general, que ela aceita como indenização por um destino destruído e não como pagamento, e promete responder na noite do aniversário (capítulo IV). No almoço dos Iepántchin, a generala, que o ouviu chamar de idiota, o põe à prova; o príncipe conta o asno de Basileia, o condenado que esperou o fuzilamento sem saber que seria perdoado e o último dia de um condenado à guilhotina, e a descrição desfaz a acusação de Aglaia de que ele tira a mesma lição de uma execução e de um dedinho (capítulo V). Ele conta então às moças a vida na Suíça: viveu entre as crianças da aldeia e consolou Marie, moça seduzida e abandonada que todos desprezavam, a quem beijou por pena e não por amor; as crianças, ouvindo a verdade, passaram a cuidar dela, e Marie morreu quase feliz. Confessa que sabe que o tomam por idiota e que se julga inteligente, e diz o que vê no rosto de três das mulheres da casa (capítulo VI). Ao chegar ao rosto de Aglaia, recusa-se a julgá-lo, porque a beleza é um enigma; a generala manda buscar o retrato de Nastácia, que ele beija às escondidas, e Aglaia dita no álbum que não entra em regateio, em resposta a um bilhete de Gánia, que ela devolve pelo próprio príncipe. Na rua, Gánia o insulta por ter lido o bilhete e por Aglaia confiar nele, e ouve que ele foi quase idiota e se curou (capítulo VII). Na casa dos Ívolguin, a mãe e a irmã de Gánia alugam quartos para viver, e o príncipe fica com um deles; o pai, general reformado, conta-lhe a história do soldado Kolpakov, e a discussão sobre o casamento esquenta quando Nastácia chega de surpresa, toma por lacaio o príncipe que lhe abriu a porta e lhe joga a peliça (capítulo VIII). Na primeira visita à família do noivo, ela humilha Gánia diante da mãe e da irmã e se encanta com o general Ívolguin, que lhe conta a história da cadelinha atirada pela janela do trem; ela o desmente rindo, porque leu a mesma história no jornal, e a campainha soa com força (capítulo IX). Rogójin entra com o bando, põe dezoito mil rublos diante de Nastácia e sobe o lance até cem mil, que promete juntar até a noite; Gánia, fora de si, ergue a mão contra a irmã Vária, o príncipe a segura, e Gánia lhe dá uma bofetada, ao que ele responde que Gánia vai se envergonhar (capítulo X). Gánia pede perdão ao príncipe e se abre com ele: vai casar com Nastácia por um objetivo, começar a vida do dote, e o dinheiro, diz, é vil porque dá até talentos; o príncipe lhe diz que ele não é um homem estragado, só comum, e Gánia, que esperava ouvir o contrário, ouve nisso a ofensa maior do dia (capítulo XI). O príncipe encontra o general Ívolguin num café e lhe pede que o leve à festa de Nastácia, para a qual não foi convidado; o general se embriaga, procura um amigo que não mora mais ali e acaba na casa de uma capitã viúva, onde Kólia, que faz companhia ao doente Hippolit, leva o príncipe ao apartamento de Nastácia (capítulo XII). Na festa de aniversário, o príncipe é recebido por ela à porta, e Nastácia, febril, diz que a presença de todos é necessária e aceita o jogo proposto por Fierdischenko, em que cada um conta o pior ato da vida (capítulo XIII). Fierdischenko, o general Iepántchin e Totski contam o seu, e Nastácia, enjoada do jogo, pergunta ao príncipe se deve casar com Gánia; ele diz que não, e ela devolve a Totski os setenta e cinco mil e ao general as pérolas e anuncia que deixará o apartamento (capítulo XIV). Rogójin entra quase sóbrio e põe sobre a mesa os cem mil embrulhados; Nastácia conta a todos como ele a regateou e pergunta quem a levaria sem nada, o príncipe diz que a aceita honrada e não como mulher de Rogójin, e acrescenta que talvez não sejam pobres, porque recebeu uma carta sobre uma herança (capítulo XV). A herança se confirma, um milhão e meio, deixado por uma tia que ele não conhecia; Nastácia entende que o príncipe acaba de pedi-la em casamento e, em vez de aceitá-lo, diz que é melhor assim, porque ele a desprezaria depois, joga os cem mil na lareira e manda Gánia tirá-los de mãos nuas; ele não vai e desmaia, ela retira o pacote com a tenaz, deixa-o a Gánia e parte com Rogójin em troicas, com o príncipe atrás (capítulo XVI).
Segunda Parte: o quadro
O príncipe parte para Moscou para receber a herança, e por seis meses Petersburgo só o conhece por boatos: ele paga os credores do comerciante morto, até os sem documento, e Nastácia foge de novo de Rogójin, quase do altar; na casa dos Ívolguin, Gánia adoece e Vária casa com Ptítzin, Adelaida fica noiva do príncipe Sch., e Kólia entrega a Aglaia, na Páscoa, um bilhete do príncipe, que ela guarda num exemplar do Dom Quixote (capítulo I). No começo de junho, o príncipe volta a Petersburgo com a impressão de dois olhos ardentes na estação e vai à casa do funcionário Liébediev, que lhe confirma no jardim que Nastácia fugiu de Rogójin, vive com a cunhada dele e tem medo do príncipe (capítulo II). Na casa de Rogójin, na Gorókhovaia, o príncipe diz que não vem atrapalhar o casamento e que ama Nastácia com pena, não com amor, e Rogójin responde que nele não há pena nenhuma; distraído, o príncipe pega duas vezes sobre a mesa uma faca nova, e Rogójin a tira da mão dele (capítulo III). Na saída, o príncipe vê sobre uma porta uma cópia do Cristo morto de Holbein e diz que o quadro pode fazer alguém perder a fé; Rogójin pergunta se ele crê em Deus, e ele responde na escada com quatro encontros da semana, depois do que Rogójin pede a cruz de estanho de um soldado e lhe oferece a sua, de ouro, e os dois se fazem irmãos de cruz (capítulo IV). Perturbado, o príncipe passa o dia à deriva e admite que os olhos que o seguem são os de Rogójin e que a faca que viu numa vitrine, de cabo de chifre de veado, é do mesmo tipo da que viu na mesa dele; na escada do hotel, Rogójin ergue a mão com algo que brilha, o príncipe grita que não acredita e cai com um ataque epiléptico, que o salva (capítulo V). Na datcha de Liébediev, em Pávlovsk, aparecem os Iepántchin; o general Ívolguin diz a Aglaia que a carregou no colo, e desta vez é verdade, e chora; Kólia elogia o cavaleiro pobre, e Aglaia, ofendida com o riso da família, explica que o poema é sério e vai recitá-lo (capítulo VI). Ela recita a balada olhando só para o príncipe e troca as letras do escudo pelas iniciais de Nastácia, o que ele percebe; chegam Radomski e, em seguida, o grupo de Burdóvski, Doktorenko, Keller e Hippolit, que esperava havia duas horas o príncipe (capítulo VII). O grupo vem exigir de Míchkin o dinheiro de Pavlischov em nome do filho dele, Burdóvski, depois de um jornal ter ridicularizado o príncipe, e o príncipe, ouvido o artigo, conta a história e oferece dez mil rublos a Burdóvski, o que calcula que Pavlischov gastou com ele, e logo se arrepende de tê-lo feito em público (capítulo VIII). Gánia, a quem o príncipe confiara o caso, prova que Burdóvski não é filho de Pavlischov, que o amou por generosidade; Burdóvski recusa os dez mil e devolve um envelope em que faltam cento e cinquenta rublos, a generala explode contra os rapazes, e Hippolit, que tosse sangue, pede para ficar numa última conversa (capítulo IX). Hippolit convida todos ao seu enterro e chora no colo da generala, depois, envergonhado de ter chorado, ataca o príncipe e o acusa de tê-lo levado àquilo; Aglaia lhe sussurra que o odiará a vida inteira se ele não largar aquela gente, e na estrada passa uma caleche, de onde uma das damas, cuja voz ele reconhece como a de Nastácia, grita a Radomski que Rogójin comprou as promissórias dele (capítulo X). O príncipe se culpa por confiar demais e por desconfiar demais; nos dias seguintes, Keller e Liébediev vêm lhe contar a vida e ambos confessam que a confissão era também um cálculo para tirar dinheiro dele, e ele não os condena, porque é difícil lutar contra os pensamentos duplos, e Liébediev admite ter avisado Nastácia, por intermédio do filho, da reunião da caleche (capítulo XI). Lisavieta Prokófievna vem sozinha ao terraço do príncipe, faz-lhe jurar que não casou com Nastácia e o beija; Aglaia lhe mandara de manhã um bilhete avisando que, se ele aparecer na datcha deles, não a encontrará entre os que se alegram, e a generala o arrasta para a casa (capítulo XII).
Terceira Parte: a explicação
A generala senta o príncipe à mesa da família para arrancar dele os segredos de Aglaia, e Radomski sustenta que o liberal russo odeia a própria Rússia; o príncipe responde que a distorção das ideias que leva um rapaz a matar seis pessoas em nome da pobreza é geral, e distingue os condenados que sabem que erraram dos que acham que tinham direito (capítulo I). Diante de todos, o príncipe pede desculpas pelo que fez três dias antes e diz que na sociedade é demais, e Aglaia, fora de si, o defende e anuncia que jamais casará com ele; a família vai ao vauxhall, onde Nastácia aparece com um bando, acusa Radomski de saber do suicídio do tio, que deixou um rombo de trezentos e cinquenta mil rublos, e corta com uma bengala o rosto de um oficial que a insulta, até Rogójin a levar embora (capítulo II). Em casa, Aglaia pergunta ao príncipe o que ele faria diante de um duelo e lhe ensina a carregar uma pistola; na despedida, passa-lhe um bilhete marcando encontro no banco verde às sete da manhã, e à meia-noite, no parque, Rogójin senta-se ao lado dele, traz um recado de Nastácia e responde sem rancor que acredita nele, mas não gosta dele (capítulo III). No aniversário do príncipe, a datcha se enche de gente que bebe champanhe; Radomski declara querer a amizade dele, Hippolit pergunta pela estrela Absinto, e Liébediev, bêbado, prega que ela é a rede de ferrovias e que o século apodreceu por ter perdido a ideia que unia os homens (capítulo IV). Hippolit acorda de um cochilo e provoca o príncipe com a frase de que a beleza salvará o mundo, tira do bolso o texto que escreveu, Minha explicação necessária, e decide pela sorte de uma moeda lê-lo em voz alta; começa a leitura, com o sonho do bicho e a pergunta sobre a felicidade (capítulo V). A Explicação segue: Hippolit conta como uma esmola que fez a uma família pobre lançou nele a primeira semente da convicção de se matar e descreve o Cristo morto que viu em casa de Rogójin, no qual vê uma natureza muda que moeu um ser inestimável; naquela noite, Rogójin aparece em seu quarto, em silêncio, de casaca e gravata branca (capítulo VI). Hippolit conclui que não quer louvar a ordem que o devora, anuncia que se matará ao nascer do sol e puxa o gatilho de uma pistola sem cápsula, e todos riem e ele, desonrado, desmaia; Radomski o chama de Lacenaire caseiro, e o príncipe, sem sono, vai ao banco verde, lembra a mosca da Explicação, adormece e é acordado pelo riso de Aglaia (capítulo VII). No banco verde, Aglaia diz que quer fugir de casa e propõe ao príncipe que seja seu amigo e a guie; inventa que ama Gánia para medir o que ele sente, pergunta se ele veio a Petersburgo por causa de Nastácia e mostra três cartas dela pedindo que se case com o príncipe, que diz que só tem pena de Nastácia e que já não a ama, e Aglaia, furiosa, ameaça mandar a rival para uma casa de correção (capítulo VIII). A generala interroga o príncipe e recua; Liébediev conta que perdeu quatrocentos rublos na noite da festa, que os suspeitos são o general Ívolguin, Keller e Fierdischenko, e o príncipe lhe pede que aja em silêncio (capítulo IX). O príncipe lê as três cartas de Nastácia a Aglaia, em que ela diz crer na perfeição da rival e que Rogójin a matará; à noite, no parque, Nastácia se ajoelha diante dele e pergunta se ele é feliz, Rogójin a leva embora, e o príncipe responde: não, não, não (capítulo X).
Quarta Parte: o desfecho
Uma semana depois do banco verde, o narrador apresenta as pessoas comuns, as que se julgam originais sem hesitar e as que desconfiam da própria mediania e sofrem, entre as quais põe Gánia, Vária e Ptítzin; Vária traz a notícia de que o príncipe é noivo de Aglaia, e na casa dos Ívolguin explode a crise do pai, general, que, segundo Gánia, roubou os quatrocentos rublos de Liébediev (capítulo I). Hippolit, acolhido na casa de Ptítzin, diz diante do general que talvez o capitão Ieropiegov nunca tenha existido, Gánia confirma, e o general desaba, amaldiçoa a casa e sai com o saco de viagem; Gánia mostra à irmã um bilhete de Aglaia que lhe marca encontro no banco verde e salta de alegria (capítulo II). O narrador explica a crise do general, e o príncipe, a quem o general pediu uma conversa que chama de hora do destino, descobre com Liébediev que a carteira reapareceu na aba do próprio casaco de Liébediev e pede que o velho só perceba que na aba não há mais nada (capítulo III). No dia marcado, o general conta ao príncipe que foi pajem de Napoleão aos dez anos e que rompeu com Liébediev, que respondeu a essa história dizendo ter enterrado a perna que perdeu em 1812; depois, na rua, aos gritos com Kólia, o general cai com um ataque (capítulo IV). Na casa dos Iepántchin ninguém sabe se o príncipe é noivo; o ouriço que Aglaia lhe manda numa cesta é a reconciliação depois de tê-lo expulsado, e à noite ela pergunta a ele, diante de todos, se está pedindo sua mão; ele diz que sim e que a ama, Aglaia o examina como numa negociação, as irmãs riem, ela foge às gargalhadas e volta depois para lhe pedir perdão (capítulo V). Os Iepántchin marcam para a noite seguinte uma reunião para apresentar o noivo à velha princesa Bielokónskaia; Aglaia pede ao príncipe que não fale da beleza que salvará o mundo e que quebre o vaso chinês da mãe, e no dia da reunião Liébediev confessa ser o autor das cartas anônimas contra Nastácia, o general tem um ataque, o príncipe passa o dia com a família Ívolguin e à noite entra na sala dos Iepántchin e agrada a todos (capítulo VI). Ao ouvir de um velho dignitário que seu benfeitor Pavlischov se converteu ao catolicismo, o príncipe se exalta num discurso em que o catolicismo é uma fé não cristã e o socialismo, seu filho; no arroubo derruba o vaso chinês, prega à sala que se sirva para ser o primeiro e termina com um ataque diante dos convidados, e a Bielokónskaia o chama de doente e a generala jura que ele não casará com Aglaia (capítulo VII). O príncipe acorda com o pressentimento de que algo definitivo vai acontecer e ouve de Hippolit que Nastácia chegará de Petersburgo para receber Aglaia; Aglaia o leva à casa de Dária Alieksêievna, onde as duas rivais se encaram e Nastácia manda o príncipe escolher; ele, diante do rosto desesperado dela, diz a Aglaia que ela é louca, Aglaia foge, e ele fica com Nastácia (capítulo VIII). Duas semanas depois o casamento está marcado, e Pávlovsk conta a anedota do príncipe que renegou a noiva por uma mulher perdida; Aglaia, que, segundo os boatos, testou Gánia pela vela, voltou à família, mudou-se com os pais para Kolmino, e Radomski visita o príncipe e conclui, depois de ouvi-lo dizer que casa porque a outra morreria, que ele nunca amou nenhuma das duas (capítulo IX). O general Ívolguin morre, e Kólia o enterra; Nastácia se alegra com o vestido e teme Rogójin, que diz estar escondido no jardim, e no dia do casamento, à porta da casa de Dária Alieksêievna, grita a Rogójin que a salve e foge com ele; o príncipe recebe a notícia na igreja e diz que está na ordem das coisas, dado o estado dela, e em casa convida para o chá os desconhecidos que queriam entrar à força (capítulo X). No dia seguinte o príncipe procura Rogójin e Nastácia pela cidade; Rogójin o encontra na rua, a cinquenta passos do hotel, e o leva em silêncio à casa da Gorókhovaia, onde lhe mostra Nastácia morta sob um oleado, e os dois passam a noite ao lado do corpo, o príncipe afagando a cabeça de Rogójin, que delira, até arrombarem a porta (capítulo XI). A Conclusão conta o que restou: Rogójin, depois de dois meses de febre cerebral, é condenado a quinze anos de trabalhos forçados; Hippolit morre duas semanas depois de Nastácia; Aglaia casa com um falso conde polonês; e o príncipe volta ao sanatório de Schneider, onde Radomski o visita e a generala chora por ele, que não a reconhece (capítulo XII).