Iago é o alferes de Otelo e o vilão da peça: o subordinado que, ressentido por ter sido preterido, leva o general à ruína e provoca a morte de Desdêmona, de Emília e de Rodrigo com insinuações e mentiras, enquanto Otelo e outros o chamam de honesto.
Já na primeira cena ele conta a Rodrigo o motivo: três nobres da cidade foram pedir que Otelo o nomeasse tenente, e Otelo escolheu Cássio. Diz que serve o general só por interesse ("Se eu o sigo, na verdade eu sigo a mim mesmo") e avisa: "Eu não sou o que sou."
Seu método é usar os outros. Rodrigo lhe dá dinheiro e joias na esperança de conquistar Desdêmona, e Iago comenta: "Viram como se usa um trouxa pra encher a trouxa?" Faz Cássio beber e perder o posto e, no Ato III, cena 3, planta a dúvida em Otelo repetindo as palavras dele, até passar à mentira direta, com um sonho e um lenço. Do lenço, que Emília lhe entrega, diz: "Vou jogar o lenço no aposento de Cássio".
No Ato V, manda Rodrigo matar Cássio, fere Cássio por trás e apunhala Rodrigo; em aparte, admitira que Rodrigo vivo lhe cobraria o ouro e as joias. Mata a própria mulher quando ela revela o lenço e foge. Capturado, diz: "Não me perguntem nada. O que sabem, já sabem." Ludovico determina que seja mantido vivo para o tormento.