Clavis Libri

Paraíso

Símbolos

A barquinha do leitor A barquinha é a imagem com que o poema fala ao leitor e o separa em dois. No começo do canto II, antes de qualquer cena, Dante se volta a quem o segue num barco pequeno atrás do navio dele e lhe diz que volte às praias que conhece, porque no mar alto pode se... A cruz de Marte A cruz de Marte é uma cruz feita de luzes que se movem de ponta a ponta e entre o alto e o baixo, no céu dos que lutaram pela fé. Dante a vê no canto XIV, depois de subir com Beatriz, quando dois raios lúcidos e rubros dentro da estrela de Marte o fazem... A águia de Justiça A águia é o sinal do império romano e, no Paraíso, o sinal da justiça. Aparece em dois momentos que o poema liga: na boca de Justiniano, no céu de Mercúrio, que conta a sua história desde que Constantino a voltou contra o curso do céu, e no céu de Júpiter,... A escada de Saturno A escada de Saturno é uma escada de cor de ouro, erguida tão alto que a vista de Dante não a segue, e por onde descem esplendores, como gralhas que ao raiar do dia se movem juntas para aquecer as penas frias. Aparece no sétimo céu, o de Saturno, que o poema... O ponto de luz e os nove coros O ponto de luz é o modo como Dante vê Deus ao sair do céu das estrelas fixas e chegar ao Primeiro Móvel. Beatriz acaba de acusar a vida presente dos miseráveis mortais, e o peregrino se vira para os olhos dela como quem confere no espelho a chama atrás de si.... A rosa celeste A rosa celeste é a forma que a luz toma no Empíreo para mostrar a corte dos bem-aventurados. Quando Dante bebe do rio de luz e as flores e centelhas se trocam em festa maior, vê o lume que faz visível o criador à criatura, estendido em figura circular tão... Os três círculos e a roda Os três círculos e a roda são as duas imagens com que o poema fecha. Os três círculos aparecem na profunda e clara substância da alta luz, de três cores e de uma só medida: um refletido do outro como arco-íris de arco-íris, e o terceiro, fogo que sopra dos...