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Paraíso · Cantos XXIX a XXXIII

O Empíreo

Resumo dos cantos

Estes cinco cantos têm a pressão de um final. Beatriz fala pela última vez, da criação dos anjos e do orgulho de Lúcifer, dos pregadores e da rosa, e depois cala: no XXX o poeta renuncia a descrevê-la, no XXXI ela se despede com um sorriso, e quem fala a partir daí é Bernardo. O espaço também muda: sai a esfera mais veloz, entra o Empíreo, que é luz, e a luz se abre em rosa, com os santos de um lado e de outro, os anjos que sobem e descem como abelhas, as crianças sentadas por mérito alheio e um trono vazio para o imperador que não veio. A pergunta que atravessa os cinco cantos é o que se pede e a quem. Bernardo pede a Maria que o peregrino veja, Maria responde com os olhos, e a visão que vem a seguir é descrita sobretudo pelo que falta: a memória, a língua e o poder da fantasia. O poema não conclui com uma tese, e sim com um movimento.

Canto XXIX: A criação dos anjos e os pregadores

Resumo do canto

Beatriz se cala por tanto tempo quanto o Sol e a Lua, filhos de Latona, um sob o Carneiro e o outro sob a Balança, levam para mudar de hemisfério depois de se equilibrarem no horizonte: o instante de uma balança. Com o rosto pintado de riso, olha fixa o ponto de luz que venceu Dante e fala sem esperar a pergunta, porque já a viu no ponto onde se apontam todo onde e todo quando:

Análise

Non per aver a sé di bene acquisto, / ch’esser non può, ma perché suo splendore / potesse, risplendendo, dir “Subsisto”, / in sua etternità di tempo fore, / fuor d’ogne altro comprender, come i piacque, / s’aperse in nuovi amor l’etterno amore, não para ter para si acréscimo de bem, que não pode ser, mas para que o seu resplendor, resplandecendo, pudesse dizer subsisto, em sua eternidade, fora do tempo, fora de toda outra compreensão, como lhe aprouve, o eterno amor se abriu em novos amores.

Beatriz exclui de saída a razão que se espera: Deus não cria porque lhe falta algo, e sim para que um resplendor possa dizer subsisto, termo escolástico para existir por si. O outro nasce como amor novo e não como servo. A ideia é a de um amor que se dá sem ganhar nada, dita com o sorriso de quem já viu a resposta no ponto.

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Canto XXX: A luz pura e a rosa

Resumo do canto

A cerca de seis mil milhas dali ferve a hora sexta, e o céu vai se fechando de estrela em estrela, como quando vem a mais clara serva do sol, até a mais bela. Assim o triunfo dos anjos, que brinca em torno do ponto que venceu Dante, se apaga aos poucos ao seu ver, e o nada ver e o amor o obrigam a voltar os olhos a Beatriz. Se tudo o que se disse dela até aqui coubesse num só louvor, seria pouco para esta vez:

Análise

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Canto XXXI: Bernardo substitui Beatriz

Resumo do canto

A milícia santa se mostra a Dante em forma de rosa, e a outra, a dos anjos, vai e vem:

Análise

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Canto XXXII: A rosa e as crianças

Resumo do canto

São Bernardo, que contemplava enlevado, assume por livre vontade o ofício de doutor e começa a falar, mostrando quem se senta onde na rosa, de Eva aos pés de Maria às mulheres hebreias que dividem a flor em degraus:

Análise

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Canto XXXIII: A visão final

Resumo do canto

São Bernardo começa a oração à Virgem, o último passo antes da visão, em que pede a graça de levantar os olhos de Dante até o sumo prazer, e abre com uma sequência de paradoxos:

Análise

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Leitura do bloco de cantos

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