Resumo da cena
Ao amanhecer, Frei Lourenço colhe ervas num cesto e medita sobre elas: a terra é ao mesmo tempo o ventre e o túmulo de tudo o que vive, nada nela é tão ruim que não tenha algum bem, nada é tão bom que não se torne abuso quando mal usado, e a virtude se torna vício quando mal aplicada. Uma mesma flor guarda veneno e remédio: cheirada, fortalece; provada, mata. Romeu chega e o saúda. O frei estranha que o rapaz tenha madrugado e adivinha que ele não dormiu; pergunta se esteve com Rosalina, e Romeu diz que esqueceu esse nome e a dor que vinha com ele. Conta que festejou com o inimigo e foi ferido por alguém que ele também feriu: ama Julieta, a filha de Capuleto, e é amado por ela. Pede que o frei os case naquele mesmo dia.
O frei se espanta com a mudança: Rosalina foi esquecida tão depressa, e o amor dos jovens parece morar nos olhos, não no coração. Romeu lembra que o frei o censurava por amar Rosalina, e o frei responde que censurava a tolice, não o amor, e que mandara enterrar o amor, mas não para pôr outro no lugar dele. Romeu diz que a moça de agora lhe dá amor por amor, o que a outra não dava; o frei responde que ela bem sabia que ele lia o amor de cor, sem saber soletrar. Mesmo assim aceita ser o auxiliar de Romeu, porque a aliança pode transformar o rancor das duas casas em amor puro. Romeu diz que tem pressa, e o frei o adverte de que tropeçam os que correm depressa.
Análise
Assinatura
A análise completa de cada ato de Romeu e Julieta está na assinatura, com a explicação de cada citação, o quiz, o guia em PDF e o caderno de estudos.