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Romeu e Julieta · Ato II · Cena V

Julieta espera o recado da Ama

Resumo da cena

Às nove horas, Julieta mandou a Ama procurar Romeu, com prazo de meia hora para voltar, e agora, perto do meio-dia, três horas depois, a Ama ainda não apareceu. Julieta imagina que ela pode não ter achado Romeu e, depois, que ela é manca. Diz que os mensageiros do amor deveriam ser pensamentos, mais rápidos que os raios do sol, e que por isso Cupido tem asas; os velhos, ao contrário, fingem-se de mortos, pesados e pálidos como chumbo.

A Ama chega com Pedro. Julieta pede que a Ama mande o criado embora, e a Ama manda Pedro esperar no portão; Julieta pergunta pelas notícias, mesmo que sejam tristes. A Ama diz que está cansada e dolorida e pede um momento. Julieta responde que a Ama gasta mais fôlego em dizer que lhe falta fôlego do que gastaria em contar a notícia, e pergunta se é boa ou má. A Ama, em vez de responder, censura a escolha de Julieta: Romeu não é a flor da cortesia, mas é tão manso quanto um cordeiro, e tem rosto, perna, mão e corpo que não têm comparação. Queixa-se da cabeça e das costas, pergunta se Julieta almoçou e começa a dizer o que Romeu falou, para interromper com a pergunta onde está a mãe de Julieta. Quando Julieta se irrita, a Ama diz que no futuro ela mesma que faça os recados. Só depois de Julieta pedir de novo é que pergunta se ela tem licença para ir à confissão naquela tarde; Julieta diz que sim, e a Ama a manda à cela de Frei Lourenço, onde a espera um marido que a fará esposa. Diz que ela mesma vai buscar a escada pela qual Romeu subirá ao ninho de noite, e Julieta se despede dela e vai.

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