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Romeu e Julieta · Ato II · Cena IV

Mercúcio, Romeu e a Ama na rua

Resumo da cena

Na rua, Mercúcio e Benvólio procuram Romeu e estranham que ele não tenha voltado para casa. Mercúcio supõe que Rosalina o atormenta tanto que ele acabará louco. Benvólio conta que Teobaldo mandou uma carta à casa do pai de Romeu, e Mercúcio imagina que seja um desafio. Benvólio diz que Romeu responderá, mas Mercúcio duvida que o rapaz o enfrente: para ele, Romeu já está morto, esfaqueado por um olho negro de moça e atravessado por uma canção de amor. Descreve Teobaldo como o capitão das cortesias e o duelista que luta pelos manuais de esgrima, e zomba dos elegantes de moda nova que não conseguem sentar no banco antigo.

Romeu chega, e Mercúcio o recebe zombando: diz que ele parece um arenque seco, que só serve agora para os versos de Petrarca, diante dos quais Laura era uma cozinheira, e lembra que ele os enganou na noite anterior. Romeu pede perdão por ter faltado e diz que seus assuntos eram graves. Os dois trocam trocadilhos com a palavra inglesa "pink", que significa ao mesmo tempo "cravo" e "o auge" da cortesia, e com a ideia de "caça ao ganso", até Mercúcio dizer que é melhor assim do que gemer por amor. Então a Ama chega com o criado Pedro, e Mercúcio a recebe com zombarias grosseiras sobre o vestido enorme dela, que Romeu chama de vela de navio, sobre o leque e sobre a hora do meio-dia. A Ama procura Romeu; ele se apresenta como o mais jovem desse nome, Benvólio diz que ela quer convidá-lo para uma ceia; Mercúcio a chama de alcoviteira, canta uma cantiga sobre uma lebre velha e sai com Benvólio.

A Ama, indignada com Mercúcio, reclama a Romeu e a Pedro, que lhe diz que sacaria a espada se visse alguém abusar dela, com a lei do seu lado. Avisa Romeu de que, antes de dizer o que Julieta mandou, quer saber se ele não vai levá-la a um "paraíso de tolos", isto é, enganá-la. Romeu jura que não e manda dizer a Julieta que arranje um jeito de ir à confissão à tarde na cela de Frei Lourenço, onde será casada; pede que a Ama espere atrás do muro da abadia, onde seu criado lhe trará uma escada de cordas para a noite. A Ama aceita, diz que Julieta preferiria ver um sapo a ver Páris, e se embaraça ao falar de uma letra, o R de Romeu e do alecrim, antes de sair com Pedro.

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