Inferno
Símbolos
A selva e as três feras
No meio do caminho da vida, Dante se vê numa selva escura, porque a via reta se perdeu, e não sabe dizer como entrou: estava tão cheio de sono naquele ponto que abandonou a estrada verdadeira. A selva é selvagem, áspera e forte, e só de pensar nela o medo se...
A porta e a inscrição
A porta do Inferno traz no alto uma inscrição em palavras de cor escura, que fala em primeira pessoa: por ela se vai à cidade dolente, à dor eterna, à gente perdida. Dante a lê no canto III do Inferno e diz que o sentido lhe é duro. A inscrição dá a causa de...
A tempestade dos amantes
No segundo círculo, Dante entra num lugar mudo de toda luz, que muge como o mar em tempestade quando ventos contrários o combatem. É a ventania infernal, que não para nunca: leva os espíritos na sua rapina, voltando-os e batendo neles, e diante da ruína, o...
Medusa
Diante da torre de Dite, no canto IX do Inferno, três Fúrias se erguem de repente, de membros de mulher e serpentes verdíssimas no lugar dos cabelos. São as Erínias, as servas da rainha do pranto eterno, e rasgam o peito com as unhas, batem-se e gritam por...
O bosque dos suicidas
No segundo giro do sétimo círculo, Dante e Virgílio entram num bosque sem trilha, de folhas escuras, galhos nodosos e retorcidos, em que em vez de frutos há espinhos de veneno e onde fazem ninho as Harpias, que expulsaram os troianos das Estrófades com...
A corda e Gerião
Perto da queda de água que desce ao círculo seguinte, Dante lembra um objeto que traz cingido em volta do corpo: uma corda, com a qual pensou algum dia prender a onça de pele pintada do primeiro canto. Virgílio manda tirá-la, Dante a solta enrolada como o...
O gelo do Cocito
O Cocito é o lago de gelo do fundo do Inferno, o último rio da hidrografia infernal. Nele as sombras estão presas até onde aparece a vergonha, lívidas, batendo os dentes como cegonhas, cada uma com o rosto voltado para baixo, e a boca dá testemunho do frio, e...