Bruto fala em prosa e pede que acreditem nele pela honra; Antônio fala em verso e troca o argumento por coisas que o povo vê e ganha. Diante da mesma multidão, no Ato III, cena 2, o primeiro obtém aplauso e o segundo obtém ação.
Bruto diz que amou César, mas amou Roma mais: "não foi por amar menos a César, mas por amar Roma ainda mais". Pergunta quem seria tão vil a ponto de querer ser escravo, conclui que não ofendeu ninguém e diz que tem o mesmo punhal para si, se Roma precisar da morte dele. A multidão o aclama, e um cidadão grita que ele seja César. Ao sair, Bruto pede que todos fiquem para ouvir Antônio.
Antônio começa dizendo que veio enterrar César, não elogiá-lo, e repete que Bruto é um homem honrado, enquanto lembra os resgates dos prisioneiros que César trouxe e a coroa recusada três vezes. Os cidadãos passam a chamar os conspiradores de traidores e assassinos. Antônio desce, mostra o manto rasgado e as feridas, diz que não é orador e só então lê o testamento: setenta e cinco dracmas para cada cidadão e os jardins de César ao povo.
A multidão que acabara de aclamar Bruto sai para queimar as casas dos conspiradores. A cena seguinte mostra a turba matando o poeta Cina só porque ele tem o mesmo nome de um dos conspiradores.