Marco Antônio é o amigo e braço direito de César, o homem que o enterra com a palavra e depois vence Bruto e Cássio ao lado de Otávio. Bruto o acha dado a esportes, a farras e a companhia, e por isso o poupa.
No Ato I, cena 2, corre as Lupercais por ordem de César e, segundo Casca, é quem lhe oferece a coroa. No Ato II, cena 1, Cássio quer matá-lo junto, mas Bruto o poupa. No Ato III, cena 1, Antônio manda um criado se ajoelhar diante de Bruto, chega, vê o corpo, oferece-se à morte, aperta a mão de cada conspirador e obtém licença para falar no funeral, contra o aviso de Cássio. Sozinho com o corpo, profetiza fúria civil na Itália e manda avisar Otávio.
No Fórum (cena 2), diz que veio enterrar César, não elogiá-lo, repete que Bruto é um homem honrado, mostra o manto rasgado e lê o testamento, e a multidão sai para queimar as casas dos conspiradores. No Ato IV, cena 1, marca com Otávio e Lépido os nomes dos condenados, inclusive o do próprio sobrinho, e compara Lépido a um burro que carrega ouro até onde o dono quer.
Em Filipos, manda tratar Lucílio com gentileza ao descobrir que ele não é Bruto. Diante do corpo de Bruto (Ato V, cena 5), diz que ele foi o mais nobre dos romanos. Depois do elogio, é Otávio quem dá as ordens que encerram a peça.