Cássio é o arquiteto da conspiração contra César: o romano que convence Bruto a entrar nela, ganha Casca para o grupo e arma o plano. César o descreve como magro e faminto, alguém que lê muito, pensa demais e não se alegra com música, e por isso é perigoso.
No Ato I, cena 2, a sós com Bruto, ele diz que Bruto não vê o próprio rosto e se oferece como espelho. Conta que César, num dia de vento, o desafiou a nadar no Tibre e gritou por socorro no meio da corrente, e que o viu tremer de febre na Espanha. Conclui que Roma se curva a um homem fraco e sai de cena decidido a mandar cartas que pareçam de cidadãos, para empurrar Bruto. Na noite de tempestade (cena 3), anda de peito aberto aos raios e diz que quem quer se livrar da tirania sempre pode dispensar a própria vida.
No Ato II, cena 1, quer matar Antônio junto com César, e Bruto recusa. No Ato III, cena 1, avisa que deixar Antônio falar no funeral é um erro, e Bruto o vence de novo. Em Sardes (Ato IV, cena 3), briga com Bruto por causa do suborno, oferece o peito ao punhal e se reconcilia.
Epicurista, diz em Filipos (Ato V, cena 1), no dia do próprio aniversário, que passou a dar crédito em parte aos presságios. Na cena 3, julga por engano que Titínio foi capturado e ordena que Píndaro o mate com a espada que atravessou César. Bruto o chama de último dos romanos.