Os Idos de Março são a data do aviso e do assassinato: um adivinho previne César contra eles na cena 2 do Ato I, e é nesse dia, na cena 1 do Ato III, que ele é morto no Senado. No calendário romano, os Idos de março caíam no dia 15.
Na procissão das Lupercais (Ato I, cena 2), o adivinho grita que César se guarde dos Idos de Março. César o manda chegar perto, ouve a mesma frase de novo e o despacha: é um sonhador. No Ato II, cena 1, Bruto pergunta a Lúcio se o dia seguinte não são os Idos e o manda olhar o calendário; Lúcio volta e diz que março já gastou quinze dias.
No Ato III, cena 1, a caminho do Capitólio, César diz ao adivinho que os Idos de Março chegaram, e ele responde que chegaram, mas ainda não passaram. Pouco depois César é morto.
A data volta depois da morte. No Ato IV, cena 3, Bruto manda Cássio lembrar março, os Idos de março: se César sangrou por justiça, nenhum dos que o feriram pode agora sujar as mãos com suborno. No Ato V, cena 1, antes da batalha, Bruto diz que aquele mesmo dia há de terminar a obra que os Idos de Março começaram.