Clavis Libri

Romeu e Julieta · Ato I · Cena II

O pedido de Páris e o convite

Resumo da cena

Na rua, Capuleto conversa com Páris sobre o pedido de casamento que ele fez. Capuleto diz que, na idade dos dois, ele e Montéquio, submetidos à mesma pena, não têm dificuldade de manter a paz, e Páris lamenta que as duas casas tenham vivido tanto tempo em desavença. Voltando ao pedido, Capuleto repete o que já dissera: Julieta ainda não fez catorze anos, e convém esperar mais dois verões. Quando Páris observa que há mães mais novas que ela, responde que as moças casadas cedo se estragam cedo e que Julieta é a única esperança que lhe resta, depois de a terra ter engolido as outras. Pede que Páris a conquiste e diz que a sua vontade de pai é só uma parte do consentimento dela. Convida-o para o baile daquela noite, onde ele poderá ver outras moças, e entrega a um criado a lista dos convidados para que avise as pessoas pela cidade.

O criado não sabe ler e pede ajuda a quem encontrar na rua, que é Romeu, em companhia de Benvólio. Benvólio tenta curar a tristeza de Romeu dizendo que um fogo apaga o outro e que ele deve procurar uma paixão nova; Romeu responde com uma brincadeira e diz que está preso e atormentado como um louco. Romeu lê a lista em voz alta e vê entre os nomes o de Rosalina, a moça por quem sofre. O criado agradece, diz que o amo é o rico Capuleto e convida todos que não sejam Montéquio. Benvólio lembra que Rosalina estará na festa e propõe que Romeu compare o rosto dela com o de outras moças; Romeu jura que não existe quem a supere, mas aceita ir, para ver a beleza dela brilhar.

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