Resumo da cena
A caminho do baile dos Capuleto, Romeu, Mercúcio e Benvólio vão mascarados, com portadores de tochas e outros acompanhantes. Benvólio dispensa o discurso de desculpas que se costumava fazer ao entrar numa festa de máscaras: bastam os três entrar e dançar. Romeu pede uma tocha porque está pesado demais para dançar: diz que tem uma alma de chumbo que o prende ao chão. Mercúcio manda que tome emprestadas as asas de Cupido, e Romeu responde que a flecha de Cupido o feriu fundo demais para voar e que o amor é rude e pica como um espinho. Mercúcio aconselha tratar o amor com a mesma brutalidade, põe a máscara e brinca que a testa saliente dela corará por ele. Romeu insiste em ser apenas o porta-tocha, e Mercúcio diz que estão perdendo tempo. Romeu responde que ir à festa não é sensato, porque teve um sonho à noite, e Mercúcio retruca que os sonhadores mentem.
Para zombar do sonho de Romeu, Mercúcio descreve a rainha Mab, a parteira das fadas: do tamanho de uma pedra de anel, num carro feito de casca de avelã, ela passa de noite sobre quem dorme e faz cada um sonhar com o que deseja. Os apaixonados sonham com amor, os cortesãos com mesuras, os advogados com honorários, o padre com um novo benefício, o soldado com degolar inimigos. Romeu o interrompe e diz que ele fala de nada, e Mercúcio concorda que fala de sonhos, filhos de um cérebro ocioso, finos como o ar e mais inconstantes que o vento.
Benvólio avisa que o vento dessa conversa os afasta de si mesmos e que, quando chegarem, a ceia já terá terminado. Romeu responde que teme chegar cedo demais: seu espírito pressente que alguma consequência ainda pendurada nas estrelas vai começar naquela festa e acabar com uma morte antes da hora. Mesmo assim entrega o rumo a quem tem o leme do seu curso e manda o grupo seguir, e Benvólio manda tocar o tambor.
Análise
Assinatura
A análise completa de cada ato de Romeu e Julieta está na assinatura, com a explicação de cada citação, o quiz, o guia em PDF e o caderno de estudos.