O tema na obra
Na cena 1 do Ato I, criados provocam-se numa praça e a briga cresce até o Príncipe ameaçar de morte quem a reacender. Na cena 5 do Ato I, Teobaldo reconhece a voz de um Montéquio no baile e quer matá-lo ali mesmo, e Capuleto o contém para proteger a festa.
Na cena 4 do Ato II, Benvólio e Mercúcio sabem que Teobaldo mandou um desafio à casa de Romeu. Na cena 1 do Ato III, a violência cobra: Mercúcio, ferido sob o braço de Romeu, morre dizendo que a peste leve as duas casas; Romeu mata Teobaldo, e o Príncipe o bane.
Na cena 3 do Ato V, a violência volta ao cemitério: Romeu pede a Páris que fuja, os dois lutam mesmo assim, e Páris morre.
A violência da peça vem do hábito, não de um vilão: da briga dos criados ao duelo de Teobaldo, cada golpe responde a outro anterior. O Príncipe, que ameaça no Ato I, lê no fim o conjunto como castigo também à própria tolerância com as brigas.
Onde aparece
- Cena 1 do Ato I: a briga de rua e a ameaça do Príncipe.
- Cena 5 do Ato I: Teobaldo quer matar um Montéquio no baile.
- Cena 4 do Ato II: o desafio de Teobaldo à casa de Romeu.
- Cena 1 do Ato III: morrem Mercúcio e Teobaldo, e Romeu é banido.
- Cena 3 do Ato V: a luta diante da tumba.
Passagens
Romeu, ao ver a briga recém-acabada:
O brawling love! O loving hate!, ó amor briguento! ó ódio amoroso! (I.1)
Mercúcio, ferido de morte:
A plague o’ both your houses, que a peste leve as duas casas de vocês (III.1)
O Príncipe, diante dos corpos:
See what a scourge is laid upon your hate, / That heaven finds means to kill your joys with love!, vede que flagelo foi lançado sobre o vosso ódio, já que o céu encontra meio de matar as vossas alegrias com o amor! (V.3)