Resumo da cena
Na cela, Frei Lourenço chama Romeu de homem medroso, a quem a aflição se apegou, e conta o que o Príncipe decidiu: não a morte, mas o banimento. Romeu pede que o frei diga morte, que seria misericórdia, porque o exílio é mais terrível. O frei diz que o mundo é largo, e Romeu responde que não há mundo fora de Verona, só purgatório, tortura e inferno. Chama o banimento de golpe de machado de ouro, que degola com um sorriso. O frei fala de misericórdia do Príncipe, que mudou a pena de morte em exílio, mas Romeu diz que é tortura: até moscas podem tocar a mão de Julieta e ele, não. O frei oferece a filosofia como armadura contra a palavra "banido", e Romeu pede que a filosofia faça uma Julieta, desloque uma cidade ou desfaça a sentença; do contrário, não adianta, e o frei não pode falar do que não sente. Cai no chão, medindo a própria sepultura.
Alguém bate à porta, e o frei manda Romeu se esconder, mas ele não se levanta. É a Ama, que traz recado de Julieta. Encontra Romeu caído e o manda levantar por Julieta, que está na mesma situação, chorando e chamando o nome dele depois do de Teobaldo. Romeu pergunta em que parte do corpo mora seu nome, para destruí-la, e saca a espada contra si mesmo. O frei o detém, chama-o de mulher no corpo de homem e fera, e lembra o que ainda lhe resta: Julieta está viva, Teobaldo o mataria e foi morto por ele, a lei que lhe daria a morte lhe deu o exílio. Manda-o passar a noite com Julieta e partir antes da guarda para Mântua, onde esperará até que o frei publique o casamento, reconcilie as casas e peça perdão ao Príncipe. A Ama entrega o anel, e Romeu se anima; o frei promete encontrar o criado dele para trazer notícias.
Análise
Assinatura
A análise completa de cada ato de Romeu e Julieta está na assinatura, com a explicação de cada citação, o quiz, o guia em PDF e o caderno de estudos.