O tema na obra
A morte cresce ao longo da peça. Na cena 1 do Ato III, morrem Mercúcio e Teobaldo. Na cena 2 do Ato III, Julieta conclui que a palavra banido pesa mais que a morte do primo, e na cena 3 do Ato III Romeu vê no exílio castigo pior que a morte e saca a espada contra si.
Na cena 1 do Ato IV, Julieta ameaça se matar e aceita a poção que a fará parecer morta. Na cena 5 do Ato IV, Capuleto diz que a morte é seu genro e seu herdeiro, em lamento por uma morte que é só aparência.
Na cena 1 do Ato V, Romeu compra veneno. Na cena 2 do Ato V, Frei Lourenço chama Julieta de pobre cadáver vivo trancado na tumba de um morto. Na cena 3 do Ato V, Páris e Romeu morrem, Julieta acorda e se mata, e a paz das famílias se faz sobre os corpos.
A morte aparece como aparência antes de aparecer como fato: o lamento de Capuleto diante da filha que dorme e a poção do frei fazem do luto um ensaio. Quando a morte vem de verdade, no Ato V, é o argumento que as famílias não tinham aceitado de nenhuma outra palavra.
Onde aparece
- Cena 1 do Ato III: morrem Mercúcio e Teobaldo.
- Cena 2 do Ato III: o banimento pesa mais que a morte do primo.
- Cena 3 do Ato III: Romeu saca a espada contra si.
- Cena 1 do Ato IV: Julieta ameaça se matar e aceita a poção.
- Cena 5 do Ato IV: o luto por uma noiva que só parece morta.
- Cena 1 do Ato V: Romeu compra veneno.
- Cena 2 do Ato V: Lourenço vai à tumba.
- Cena 3 do Ato V: Páris, Romeu e Julieta morrem.
Passagens
Julieta, ao frei:
Be not so long to speak. I long to die, / If what thou speak’st speak not of remedy., não demores a falar: anseio por morrer, se o que dizes não for um remédio. (IV.1)
Capuleto, diante da filha que parece morta:
Death is my son-in-law, death is my heir, a morte é meu genro, a morte é meu herdeiro. (IV.5)
Lourenço, a caminho da tumba:
Poor living corse, clos’d in a dead man’s tomb., pobre cadáver vivo, trancado na tumba de um morto. (V.2)