Clavis Libri

Romeu e Julieta · Ato III · Cena I

A briga na praça de Verona

Resumo da cena

Num dia quente, Benvólio propõe a Mercúcio que se retirem, porque, se encontrarem os Capuleto na rua, haverá briga. Mercúcio zomba dele, dizendo que Benvólio briga por qualquer coisa, por um cabelo a mais ou a menos na barba de outro, por uma tosse na rua, por um alfaiate que estreou o gibão antes da Páscoa. Teobaldo chega com outros Capuleto e pede uma palavra; Mercúcio responde que ele a combine com um golpe. Teobaldo diz que Mercúcio anda com Romeu, e Mercúcio toma isso como insulto. Benvólio pede que se retirem a um lugar privado, mas Mercúcio recusa. Quando Romeu chega, Teobaldo o chama de vilão e o desafia. Romeu, já parente dos Capuleto em segredo, recusa o duelo e diz que o ama mais do que Teobaldo pode imaginar, até que saiba a razão. Mercúcio chama isso de "vil submissão" e saca a espada contra Teobaldo, a quem chama de rei dos gatos e de quem quer tirar uma das nove vidas.

Romeu pede que os dois guardem as espadas, lembrando que o Príncipe proibiu essas brigas em Verona, e se mete entre eles; sob o braço de Romeu, Teobaldo fere Mercúcio e foge com os seus. Mercúcio diz que é um arranhão, mas que basta, que no dia seguinte o encontrarão "um homem grave" e que a peste leve as duas casas, e pergunta a Romeu por que se meteu entre eles. Benvólio o leva para dentro de uma casa. Romeu lamenta que o amigo, parente do Príncipe, tenha sido ferido em defesa dele, e que a beleza de Julieta o tenha amolecido. Benvólio volta e diz que Mercúcio morreu. Quando Teobaldo reaparece, Romeu troca a clemência pela fúria e diz que ele ou Teobaldo, ou os dois, devem acompanhar Mercúcio; lutam, e Teobaldo cai. Benvólio manda Romeu fugir antes que o Príncipe o condene, e Romeu diz que é o joguete da sorte.

Os cidadãos acorrem, e chegam o Príncipe, Montéquio, Capuleto e as mulheres. Benvólio conta a briga: Romeu falou com calma a Teobaldo, que não ouviu, e Mercúcio morreu quando Romeu tentou apartá-los, e só depois Romeu matou Teobaldo. A Senhora Capuleto, tia de Teobaldo, diz que Benvólio é parente de Montéquio e mente, e exige a morte de Romeu. Montéquio responde que Romeu foi amigo de Mercúcio e só fez o que a lei faria, matando Teobaldo. O Príncipe, que perdeu um parente na briga, bane Romeu, multa as duas casas e diz que a clemência que perdoa quem mata é outra forma de assassinar.

Análise

Romeu recusa o duelo porque, sem que Teobaldo saiba, acaba de se casar com a prima dele: diz amá-lo "mais do que podes imaginar", até que saiba a razão. Mercúcio, que não sabe, lê isso como "vil submissão" e assume o duelo por ele. Ferido sob o braço de Romeu, Mercúcio morre, e é isso que muda Romeu: atribui a fraqueza ao amor por Julieta e, ao ver o amigo morto, troca a clemência pela fúria.

A plague o’ both your houses, que a peste leve as duas casas de vocês (III.1)

Desbloquear com a assinatura

Assinatura

A análise completa de cada ato de Romeu e Julieta está na assinatura, com a explicação de cada citação, o quiz, o guia em PDF e o caderno de estudos.

Ver os planosJá assina? Entrar