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Perguntas · Crime e Castigo

Como termina Crime e Castigo?

Crime e Castigo termina numa prisão da Sibéria, com Raskólnikov caindo chorando aos pés de Sônia à beira de um rio, os dois decidindo esperar os sete anos que faltam para o fim da pena, e o narrador dizendo que começa ali uma nova história, a da renovação dele, que este livro não conta.

O Epílogo se passa quase um ano e meio depois do crime. Raskólnikov cumpre oito anos de trabalhos forçados de segunda categoria, pena mais branda do que se esperava, porque pesam a seu favor o estado doentio, o roubo não aproveitado, a confissão e as provas de generosidade que Razumíkhin reúne. A mãe adoece, é enganada pela família sobre o paradeiro do filho e morre pouco depois do casamento de Dúnia com Razumíkhin; Sônia segue o comboio e escreve todo mês.

Na prisão, ele adoece de orgulho ferido e é evitado e depois odiado pelos presos, que chamam Sônia de mãe. No hospital, sonha uma peste em que cada contaminado acha que "a verdade se encerrava nele, e só nele". Já convalescente, vê Sônia parada junto ao portão e a espera, inquieto, quando ela adoece. Numa manhã clara, no rio, ela se senta ao lado dele, as mãos não se soltam e ele se joga a seus pés: "O amor os ressuscitou".

À noite, pega o Evangelho de Sônia, que guarda sob o travesseiro, mas não o abre. O livro fecha com "mas aqui já começa uma nova história" e com a declaração de que "o nosso relato de agora está encerrado". Os leitores veem nisso a confiança do narrador na mudança, ou a admissão de que o romance, que seguiu cada torção da consciência do assassino, não segue a única que o salvaria.

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