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Perguntas · Crime e Castigo

Quem é Svidrigáilov e por que ele se mata?

Svidrigáilov é um proprietário rural viúvo, antigo patrão de Dúnia, que diz a Raskólnikov serem os dois farinha do mesmo saco e que se mata com um tiro na têmpora ao amanhecer do dia seguinte àquele em que Dúnia lhe diz que nunca o amará.

Arkadi Ivánovitch Svidrigáilov entra no livro como notícia: a carta da mãe conta que ele assediou Dúnia quando ela era governanta na casa dele. Aparece em pessoa sentado junto ao sofá de Raskólnikov, no fim da Terceira Parte, e na conversa seguinte conta que a mulher morta, Marfa Pietróvna, o visita para tratar de miudezas e descreve a eternidade como "um quartinho só, algo como uma casa de banho de aldeia, negra de fuligem, com aranhas em todos os cantos".

Mora do outro lado da parede do quarto de Sônia e ouve a confissão inteira. Usa o segredo para levar Dúnia a um apartamento vazio e trancado; ela atira, a primeira bala lhe roça a têmpora, a segunda falha, e ela joga o revólver fora. Ele pergunta se não pode ser amado e ouve: "Nunca!" Então põe a chave na mesa e manda que ela saia depressa.

Na última noite entrega a Sônia recibos e títulos que somam três mil rublos, diz que Raskólnikov tem "duas estradas: ou uma bala na testa, ou a Vladímirka", deixa quinze mil rublos à noiva e, de madrugada, diz a um sentinela que vai para a América e atira. O livro não explica o gesto. Pode-se lê-lo como desfecho decidido desde que Dúnia o recusou, ou como o gesto de quem já não consegue inventar outro. Também a relação com Raskólnikov admite duas leituras: Svidrigáilov seria quem executa sem peso de consciência a lógica que o outro só pensou, ou alguém que nunca teve teoria, só apetite, e por isso resume a de Raskólnikov diante de Dúnia como "uma teoria como qualquer outra". Em ambos os casos, é a saída que Raskólnikov não toma: a bala, em vez da estrada para a Sibéria.

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