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Perguntas · Crime e Castigo

Qual é a frase mais marcante de Crime e Castigo?

Não há uma frase oficial, mas três do próprio livro concentram o que ele pergunta: "sou um piolho, como todos, ou um homem?", "Foi a velhota que eu matei? Foi a mim que matei, e não a velhota!" e a que vira a página no Epílogo, "Em vez da dialética, chegou a vida".

A primeira é de Raskólnikov a Sônia, na confissão. Ele explica que precisava saber "sou um piolho, como todos, ou um homem?" e acrescenta: "Vou conseguir transpor ou não vou!" É a pergunta que o levou ao machado: o crime foi, antes de tudo, um teste sobre ele mesmo.

A segunda vem logo depois e mostra o castigo, porque ele não matou só a velha, matou a si. A terceira é do narrador, no Epílogo, e fecha o romance sem fechar a história: a vida chega no lugar do raciocínio.

Merece cuidado uma frase que, lida solta, parece consolo: "A dor e o sofrimento são sempre de rigor para uma consciência larga e um coração profundo." No texto, é Raskólnikov respondendo a Razumíkhin, na casa de Porfiri, sobre os homens extraordinários que teriam o direito de matar e, por isso, deveriam sofrer. Há duas leituras: lamento de quem já sofre pelo que fez, ou tentativa de dar à teoria um lado que a redima.

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