Palavra, frase ou imagem que volta várias vezes ao longo da obra, ligada a um personagem ou a uma ideia, e ganha sentido a cada retorno.
Em Crime e Castigo
eu sou mesmo um piolho
O piolho volta ao longo da obra, ligado à velha, a ele na confissão a Sônia e de novo na recusa diante de Dúnia. A cada retorno a imagem muda de dono, e a repetição liga a teoria à queda.
Terceira Parte: A teoria, Raskólnikov
eu precisava saber então, e saber depressa: sou um piolho, como todos, ou um homem? Vou conseguir transpor ou não vou! Ouso me abaixar e pegar ou não? Sou uma criatura trêmula ou tenho o direito…
Quinta Parte: A confissão, Raskólnikov
Chega!.. Está na hora!.. Adeus, coitada!.. Esgotaram a velha égua!.. Rebentou-se!
Quinta Parte: A confissão, Catierina
que eu matei um piolho asqueroso e nocivo, uma velhota agiota que não serve a ninguém, por cuja morte se perdoam quarenta pecados, que sugava a seiva dos pobres, e isso é que é crime? Não penso nele e não penso em lavá-lo
Sexta Parte: A entrega, Raskólnikov
Assinatura
A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.