Frases ou versos seguidos com a mesma construção, de modo que o leitor compara o que muda de um para outro.
Em Crime e Castigo
as pessoas se dividem de certa forma em ordinários e extraordinários. Os ordinários têm de viver obedecendo e não têm direito de transgredir a lei, pois são, veja só, ordinários. Já os extraordinários têm o direito de cometer todo tipo de crime e de transgredir a lei como quiserem, justamente por serem extraordinários
As duas frases têm a mesma estrutura, “Os ordinários têm de […]” e “Os extraordinários têm o direito de […]”. A simetria deixa ver o que muda de um lado para o outro: o dever de um é o direito do outro.