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Recurso literário

Metáfora

Dizer uma coisa por meio de outra, sem palavra de comparação: em vez de dizer que algo é como outra coisa, diz-se que é. A imagem transfere para o assunto as qualidades da coisa com que foi identificado.

Em Crime e Castigo

Mate-a e fique com o dinheiro dela, para depois, com a ajuda dele, dedicar-se ao serviço de toda a humanidade e da causa comum: [...] Uma morte e cem vidas em troca, ora, isso é aritmética!

Chamar o raciocínio de “aritmética” trata uma decisão sobre vidas como conta de somar e subtrair. A palavra carrega a ideia de que a moral pode ser calculada, que é justamente a teoria que Raskólnikov leva adiante.

Primeira Parte: O crime, um estudante na taberna

eu sou mesmo um piolho
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Terceira Parte: A teoria, Raskólnikov

Já viu uma mariposa diante da vela? Pois ele vai ficar, vai ficar o tempo todo à minha volta, dando voltas como em torno da vela [...] e vai apertando, apertando o raio, e zás! Entra voando direto na minha boca
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Quarta Parte: O cerco, Porfiri

Liberdade e poder, e principalmente poder! Sobre toda a criatura trêmula e sobre todo o formigueiro!.. Eis o objetivo!
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Quarta Parte: O cerco, Raskólnikov

Chega!.. Está na hora!.. Adeus, coitada!.. Esgotaram a velha égua!.. Rebentou-se!
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Quinta Parte: A confissão, Catierina

que eu matei um piolho asqueroso e nocivo, uma velhota agiota que não serve a ninguém, por cuja morte se perdoam quarenta pecados, que sugava a seiva dos pobres, e isso é que é crime? Não penso nele e não penso em lavá-lo
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Sexta Parte: A entrega, Raskólnikov

O amor os ressuscitou: o coração de um encerrava fontes infinitas de vida para o coração do outro
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Epílogo: A ressurreição, o narrador

Assinatura

A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.

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