Clavis Libri

Júlio César · Ato V · Cena I

Parlamento e despedida

Resumo da cena

Nas planícies de Filipos, Otávio e Marco Antônio notam que o inimigo desceu para a batalha, ao contrário do que Antônio previa; Antônio responde que é pose para fingir coragem. Antônio manda Otávio conduzir o flanco esquerdo, e Otávio exige o direito, dizendo que não o contraria, mas que fará assim. Os generais dos dois lados parlamentam e trocam insultos: Antônio diz que Bruto feriu César gritando "Salve, César!", e Otávio jura só embainhar a espada depois de vingar os trinta e três ferimentos de César. Quando os rivais saem, Cássio, no dia do próprio aniversário, confessa a Messala que passou a crer em presságios: as duas águias que acompanhavam o exército desde Sárdis sumiram, e corvos sobrevoam. Diz que é forçado a arriscar tudo numa batalha, como Pompeu. Pergunta a Bruto o que fará se perderem. Bruto diz achar covarde matar-se por medo do que pode vir, mas recusa ser levado preso a Roma, e afirma que este dia termina a obra que os Idos de Março começaram. Despedem-se para sempre.

Análise

Cássio confessa a Messala que, no dia do próprio aniversário, passou a crer em presságios: as águias que acompanhavam o exército sumiram e corvos sobrevoam. Diz também que foi forçado, contra a vontade, a arriscar tudo numa batalha, como Pompeu. Por isso pergunta a Bruto o que fará se perderem: quer saber o que esperar. Cássio seguia Epicuro, escola que não dá crédito a presságios, e agora muda de crença; Bruto mantém a regra contra o suicídio, a mesma pela qual censurou a morte de Catão.

But this same day / Must end that work the Ides of March begun;, mas este mesmo dia há de terminar a obra que os Idos de Março começaram (V.1)

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