Clavis Libri

Júlio César · Ato IV · Cena III

A briga, Pórcia e o espectro

Resumo da cena

Na tenda de Bruto, perto de Sárdis, Cássio reclama que Bruto puniu Lúcio Pella por aceitar suborno dos habitantes de Sárdis, apesar das cartas em que ele pediu clemência. Bruto responde que Cássio vende cargos por ouro a quem não os merece e lembra que os conjurados mataram César por justiça, e não para sujar as mãos com suborno. Os dois trocam insultos e ameaças; Bruto diz que Cássio lhe negou dinheiro para pagar as legiões, que ele não obtém por meios vis. Cássio nega, oferece o peito ao punhal para que Bruto o mate como a César, e Bruto manda guardar a arma e diz que a própria raiva é como a faísca da pederneira, que logo esfria. Os dois se reconciliam, e um poeta que irrompe para pedir paz é expulso.

Bruto revela a Cássio que Pórcia morreu: sem suportar a ausência dele e a notícia de que Otávio e Antônio estavam fortes, enlouqueceu e engoliu fogo. Com Messala e Titínio, conta que recebeu cartas de que Otávio e Antônio marcham sobre Filipos; as cartas de Messala falam em cem senadores mortos nas proscrições e as de Bruto em setenta, Cícero entre eles. Messala pergunta se há notícias da mulher dele, e só ao ouvir a confirmação Bruto aceita a perda como romano. Bruto propõe marchar já a Filipos; Cássio prefere esperar o inimigo, que se cansaria; Bruto responde que o povo da região os apoia contra a vontade, que o inimigo cresce e que a causa está no auge, e invoca a maré que, tomada na cheia, leva à fortuna. Cássio cede.

À noite, com os criados dormindo, Bruto lê um livro e vê o espectro de Júlio César, que se diz seu mau espírito e promete reencontrá-lo em Filipos. Bruto acorda Lúcio e os outros, que não viram nada, e manda avisar Cássio de que avance cedo.

Análise

Desbloquear com a assinatura

Assinatura

A análise completa de cada ato de Júlio César está na assinatura, com a explicação de cada citação, o quiz, o guia em PDF e o caderno de estudos.

Ver os planosJá assina? Entrar