Cacciaguida é o trisavô de Dante, que o recebe no céu de Marte, entre os que lutaram pela fé. Corre da cruz de luzes ao pé dela para saudá-lo em latim, como Anquises saudou Eneias no Elísio, e responde ao pedido do nome com uma relação: Dante é a fronde dele, e ele foi a raiz. Foi armado cavaleiro pelo imperador Conrado e com ele foi contra a gente infiel, e diz ter vindo do martírio a esta paz.
Nos cantos XV e XVI descreve a Florença antiga, sóbria e pudica, por ausências: sem colar, sem coroa, sem casas vazias. Depois passa pelas famílias da cidade e conclui que as casas se perdem por soberba e que a Fortuna cobre e descobre Florença como a Lua faz com as praias. A cidade que ele celebra é a que Dante perdeu.
No canto XVII anuncia o exílio. Diz que Dante partirá de Florença como Hipólito partiu de Atenas, expulso pela madrasta, que deixará tudo o que mais ama e que provará como o pão alheio tem gosto de sal. O primeiro abrigo virá, segundo os comentadores, de Verona, da casa dos Della Scala. Cacciaguida dá a Dante uma ordem: tornar manifesta toda a sua visão e deixar coçar onde está a sarna, porque a voz molesta ao primeiro gosto deixa depois alimento vital.