O Paraíso tem 33 cantos em tercetos de rima encadeada, como as outras duas cânticas, e se organiza em dez céus: os nove céus concêntricos da cosmologia antiga e o Empíreo. Dante os atravessa subindo, de um céu ao seguinte, sempre guiado por Beatriz, e em cada um encontra um grupo de almas.
Na Lua estão os que faltaram a um voto, em Mercúrio os que agiram por honra e fama, em Vênus os que amaram, no Sol os sábios, em Marte os que lutaram pela fé, em Júpiter os justos, em Saturno os contemplativos. Nas Estrelas Fixas Dante vê o triunfo de Cristo e de Maria e é examinado sobre as três virtudes, e no Primeiro Móvel, o último céu que gira, vê Deus como um ponto de luz cercado por nove círculos de anjos. O Empíreo é luz pura, e nele se abre a rosa dos bem-aventurados.
O que desfaz a confusão mais comum é que ninguém mora nos planetas. As almas aparecem em cada céu para que Dante entenda os graus, e todas têm o seu lugar na rosa, junto de Deus. Os graus existem, mas não medem a felicidade: Dante conclui, depois de ouvir Piccarda, que em toda parte do céu é paraíso, ainda que a graça não chova do mesmo modo. Para a leitura, a cântica se divide em oito partes de quatro ou cinco cantos, do I ao XXXIII.