Clavis Libri

Purgatório

Símbolos

A montanha e o junco da humildade A montanha do Purgatório sobe de uma ilha no hemisfério oposto ao de Jerusalém, e o junco é a única planta que a ilha admite à beira da praia. As duas imagens abrem a cântica. A montanha é um caminho que se mede pelo peso e não pelo chão: pesa no começo e... Os sete P na testa Os sete P são as letras que o anjo porteiro escreve com a ponta da espada na testa de Dante quando ele chega à porta da montanha, no canto IX do Purgatório, um para cada pecado que o monte vai lavar. Dante se joga aos pés do anjo, bate três vezes no peito e... A serpente do vale dos príncipes No fim do dia, as almas do vale florido do Antepurgatório se levantam para cantar, e à hora em que a noite se aproxima uma serpente entra pelo único lado desprotegido da pequena vala. Vem entre a erva e as flores, voltando a cabeça de vez em quando e lambendo... As pedras da soberba A primeira cornija da montanha é de pedra, e a pedra é de três formas. A parede de mármore branco do lado de dentro, esculpida com tal arte que nem Policleto nem a natureza ficariam sem vergonha, traz as figuras da humildade: a Anunciação, Davi diante da... O muro de fogo O último tormento da montanha é um fogo. A borda da cornija da luxúria solta chamas, e um vento sopra do chão para cima e as reflete e afasta, de modo que os peregrinos têm de ir pelo lado livre, um a um, com o fogo de um lado e a queda do outro. Dentro dele... Lete e Eunoé No alto da montanha, no Paraíso Terrestre, o riacho que impede Dante de ir adiante vem de uma só fonte que se abre em dois leitos, e cada leito leva um nome. O Lete desce de um lado com a virtude de tirar a memória do pecado, e o Eunoé, do outro, devolve a de... O carro, o grifo e a procissão No Paraíso Terrestre, um clarão corre por toda a floresta e uma melodia doce corre pelo ar luminoso. Sete árvores de ouro, que a distância falseava, são na verdade candelabros, que deixam atrás de si o ar pintado em sete faixas nas cores do arco-íris. Sob...