Dizer uma coisa querendo que se entenda outra, muitas vezes o contrário. O sentido verdadeiro fica por conta de quem lê ou de quem ouve.
Em Eneida
tu podes tirar Enéias das mãos dos gregos e pôr diante dele, em lugar do homem, uma nuvem e ventos vazios; podes transformar a frota em tantas ninfas; e nós, ter ajudado os rútulos em alguma coisa, é um crime!
Juno termina com “é um crime!”, dito com sarcasmo: ela sabe que ajudar os rútulos não é pior do que o que Vênus fez por Enéias. Diz o contrário do que pensa para acusar a desigualdade entre as duas deusas.