Nomear uma coisa por outra que está ligada a ela: a parte pelo todo, o objeto pelo dono, o lugar pelas pessoas, a causa pelo efeito.
Em Eneida
Troia te confia os seus objetos sagrados e os seus Penates. Toma-os como companheiros dos fados: busca para eles as muralhas que, depois de percorrido o mar, enfim fundarás.
“Troia te confia” põe a cidade no lugar do seu povo e dos seus mortos: é Troia inteira que entrega a Enéias o que tem de sagrado, e não apenas Heitor, que fala em sonho, com o rosto desfigurado.
Livro II: A queda de Troia, Heitor
chegará seguro ao porto do Averno que desejas. Haverá apenas um que, perdido na corrente, ele procurará; uma só cabeça será dada por muitos.
eu, porém, grande esposa de Júpiter, infeliz, que nada deixei por tentar e me lancei a tudo, sou vencida por Enéias! Se o meu poder não basta, não hesitarei em implorar o que houver em qualquer parte: se não posso dobrar os deuses do alto, moverei o Aqueronte.
Livro VII: A chegada ao Lácio, Juno
eu agora não seria arrancado do teu doce abraço, filho; e Mezêncio, insultando esta cabeça tão vizinha, não teria feito tantas mortes a ferro nem deixado viúva de tantos cidadãos a cidade.
se ainda me demoro numa vida odiosa, morto Palante, a causa é a tua mão: vês que ela deve Turno ao filho e ao pai; só este lugar resta para os teus méritos e a tua fortuna.
Assinatura
A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.