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Recurso literário

Metáfora

Dizer uma coisa por meio de outra, sem palavra de comparação: em vez de dizer que algo é como outra coisa, diz-se que é. A imagem transfere para o assunto as qualidades da coisa com que foi identificado.

Em Eneida

por que te agrada tanto entregar-te a esta dor insana, doce esposo? Isto não acontece sem a vontade dos deuses; não te é lícito levar Creúsa por companheira, nem o permite o senhor do alto Olimpo. Longos exílios te esperam, e um vasto mar a arar.

“um vasto mar a arar” trata a travessia como lavoura: o barco abre o mar como o arado abre a terra. A imagem faz do exílio um trabalho duro e longo, e não uma simples viagem.

Livro II: A queda de Troia, Creúsa

nem uma deusa é tua mãe, nem Dárdano o fundador da tua raça, pérfido; o Cáucaso hirto te gerou entre duros rochedos, e tigres da Hircânia te deram o peito.
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Livro IV: Dido, Dido

que furor novo é este? Aonde ides agora, aonde, disse ele, ó míseras cidadãs? Não queimais inimigo nem acampamento hostil dos argivos: queimais as vossas esperanças. Eis-me aqui, o vosso Ascânio.
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Livro V: Os jogos, Ascânio

somos quebrados, ai, pelos fados, disse ele, e levados pela tempestade. Vós mesmos pagareis estas penas com sangue sacrílego, ó infelizes! A ti, Turno, o crime, a ti o triste suplício aguardará; e com votos tardios venerarás os deuses. Pois para mim o repouso está garantido, todo o porto à porta; sou privado de uma morte feliz.
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Livro VII: A chegada ao Lácio, Latino

Assinatura

A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.

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