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Recurso literário

Paralelismo

Frases ou versos seguidos com a mesma construção, de modo que o leitor compara o que muda de um para outro.

Em Eneida

mas agora o Apolo de Grineu e os oráculos da Lícia mandaram-me tomar a Itália, a grande Itália: aí está o meu amor, essa é a minha pátria.

Os dois membros, “aí está o meu amor” e “essa é a minha pátria”, têm a mesma construção e apontam para o mesmo lugar. O paralelo faz amor e pátria coincidirem, e assim o dever aparece como sentimento.

Livro IV: Dido, Enéias

e vós, ó tírios, atormentai com ódios a sua estirpe e toda a raça futura, e enviai isto às minhas cinzas como oferta: que não haja amor nem tratados entre os povos. Que surja de meus ossos algum vingador, que persiga com tocha e ferro os colonos dardânios, agora, depois, em qualquer tempo em que as forças se ofereçam: peço em praga praias contrárias às praias, ondas contra ondas, armas contra armas: que lutem também os netos.
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Livro IV: Dido, Dido

fácil é a descida ao Averno; noite e dia está aberta a porta do negro Dite; mas voltar atrás e escapar para as auras do alto, esta é a obra, este é o trabalho
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Livro VI: A descida ao mundo dos mortos, a Sibila

que o antigo nome não mude para os latinos nativos, nem mandes que eles se tornem troianos e se chamem teucros, nem que os homens mudem de voz ou troquem de roupa. Que haja Lácio, que haja reis albanos por séculos, que a linhagem romana seja poderosa pelo valor itálico: caiu Troia, e permitas que tenha caído com o seu nome.
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Livro XII: Turno, Juno

Assinatura

A explicação de cada passagem, em todos os recursos e em todas as obras, está na assinatura.

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