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Perguntas · Inferno

O que fala o Inferno, de Dante?

O Inferno fala do pecado e da justiça: de como cada pecado recebe a pena que o descreve, e do que um homem aprende a sentir diante do pecado dos outros. A descida de Dante pelo outro mundo serve de moldura a essas duas perguntas.

A primeira está na ordem dos círculos. Virgílio explica, no canto XI, que toda malícia visa à injustiça e que a injustiça se faz por força ou por fraude; a fraude, que é o mal próprio do homem, desagrada mais a Deus, e por isso fica embaixo. O critério não é a dor causada, é o uso da inteligência. A pena, por sua vez, não é castigo de fora: os levados pelo desejo são levados por um vendaval, os adivinhos andam com a cabeça virada para trás, e os ladrões perdem o corpo, que era deles.

A segunda é o fio do poema. Dante tem medo na selva, desmaia de piedade diante de Francesca, deseja ver Filippo Argenti afundado na lama, escuta com gosto demais a briga de dois falsários e, no gelo, trata com dureza os traidores. O poema não diz de saída se aprova o que o peregrino sente.

O Inferno fala também de Florença. Dante, exilado quando o escreveu, põe florentinos vivos e mortos dentro do poema, e os mortos anunciam o que lhe vai acontecer. Os temas que mais aparecem são o pecado, a justiça e a lei, o desejo, a política, o conhecimento e a sabedoria, a lealdade e a traição, a honra e a reputação.

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