O Purgatório, segunda cântica da Comédia, de Dante Alighieri, conta como Dante e Virgílio saem do Inferno, sobem uma montanha de sete cornijas, onde as almas purgam o amor mal dirigido, e chegam ao Paraíso Terrestre, onde Virgílio desaparece e Beatriz acusa Dante e o lava nos rios Lete e Eunoé.
Nos cantos I a VIII, Dante chega à praia de uma ilha, ao amanhecer da Semana Santa de 1300, e encontra um velho guardião que a tradição identifica com Catão. Ao pé da montanha esperam, no Antepurgatório, os que se arrependeram tarde: Manfredi, Belacqua, os mortos à força como Bonconte, o poeta Sordello e os príncipes do vale. Nos cantos IX a XXI, depois de uma porta em que um anjo grava sete P na testa de Dante, ele sobe as cornijas da soberba, da inveja, da ira, da acídia e da avareza, e no centro do poema ouve de Virgílio a lição de que todo ato nasce de amor.
Nos cantos XXII a XXVII, passa pela gula e pela luxúria, aprende de Estácio como a alma se forma e entra no muro de fogo pelo nome de Beatriz. Nos cantos XXVIII a XXXIII, no Paraíso Terrestre, Matelda explica o lugar, passa uma procissão e Beatriz chega, chama Dante pelo nome, ouve a confissão dele e manda que escreva o que vê. A cântica termina com Dante renovado, puro e disposto a subir às estrelas.